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Na última partida da temporada no Municipal de Chaves, milhares de flavienses viram uma das melhores exibições da época do Desportivo, que "varreu" completamente o Marítimo.

 

Depois de toda a polémica do fim-de-semana passado, havia uma aura de vingança para lá do Marão, com desejos de retribuir a falta de respeito que nos mostraram com demolição em campo e isso aconteceu mesmo! Com as bancadas bem compostas, os homens de Luís Castro deixaram os madeirenses completamente às aranhas, naquela que foi a segunda derrota mais pesada sofrida pelos verde-rubros esta temporada e que deitou por terra as aspirações europeias insulares. Para cá do Marão, ainda há uma réstea de esperança, mas é preciso muita ginástica com a calculadora.

 

Rolo compressor flaviense

 

Apesar da grande exibição, e antes do rolo compressor flaviense entrar a todo o gás, ainda foram os madeirenses a sorrir primeiro em pleno Municipal. Num início de jogo bastante ameno e com os jogadores a trabalharem mais com o coração que com a cabeça, foi numa bola perdida dentro da área do Desportivo que Bebeto colocou o Marítimo em vantagem, num lance com culpas para a defesa azul-grená, que tanto tempo demorou a despachar a bola.

 

Porém, o Chaves não baixou os braços e foi atrás do prejuízo, primeiro por Bressan de livre que ficou a centímetros do golo e Matheus Pereira, também de bola parada, mas a não acertar no alvo. O esforço flaviense culminou com um belo golo de Pedro Tiba, após recuperação de bola de Matheus Pereira na direita, com a bola a acabar nos pés do capitão flaviense que não deu hipóteses a Charles.

 

O Desportivo mostrava boa réplica para a segunda parte mas, quando já todos esperavam o descanso, Zainadine toca a bola com a mão e o Chaves tem direito a uma grande penalidade. Chamado a converter, Bressan não falhou e confirmou a reviravolta no marcador.

 

Na segunda parte o Desportivo foi demolidor e não deu hipóteses ao Marítimo. Logo a abrir a etapa complementar, Bressan atirou ligeiramente por cima da baliza de Charles após boa combinação entre Tiba e Davidson. De seguida, o génio de Matheus Pereira entrou em ação: ataque rápido do Chaves, bola no extremo brasileiro que entra para dentro e faz um golaço que deixou em apoteose os mais de 4 mil adeptos nas bancadas.

 

O Marítimo não sabia o que fazer e este bastante perto de sofrer o quarto golo ainda antes dos 60 minutos, mas uma defesa por instinto de Charles negou o golo a William. O último suspiro madeirense aconteceu através de um golo anulado (e bem) pelo VAR e depois dessa desilusão para os insulares o Chaves ainda aumentou mais a vantagem. A 15 minutos do fim, Stephen Eustáquio é rasteirado na área e Artur Soares Dias assinala a grande penalidade, que Matheus Pereira não falhou e confirmou, assim, o bis na despedida dos jogos em casa.

 

Com esta goleada, a maior da temporada, o Desportivo de Chaves precisa que o Rio Ave perca os dois últimos jogos da temporada e que o Marítimo vença o Sporting para ainda sonhar com um possível 5º lugar, isto para além de ter de esperar que o Aves não faça uma surpresa na Taça de Portugal.

 

Homem do Jogo

 

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Que despedida deste homem! Numa temporada em que chegou como prodígio da equipa e como subsituto natural de Fábio Martins na criatividade ofensiva, Matheus Pereira deixou a desejar durante a primeira metade da primeira volta, sendo alvo de críticas por parte dos adeptos pelas fracas atuações, apesar da evidente qualidade que tinha nos pés.

 

Porém, após marcar um golo, e que golo, ao Belenenses a carreira do extremo brasileiro no Municipal de Chaves começou a mudar a olhos vistos e foi, a passos largos, passando a ser um dos indiscutíveis no onze de Luís Castro. Se outrora os adeptos tinham calafrios só de ver o nome de Matheus Pereira na ficha de jogo, agora é hora de já começar a ter saudades de ver este prodígio de azul-grená.

 

Para os livros ficam os golos decisivos nos embates com o Feirense e Estoril, bem como um sem número de jogadas de alto gabarito e uma capacidade de recepção de bola e construção ofensiva como raras vezes se viu em Chaves. As melhores das sortes para o resto da carreira, Matheus Pereira!

 

Conclusões

 

Se há coisa que esta equipa conseguiu na segunda volta foi dissipar todas as dúvidas que poderiam existir acerca da vontade, entrega, atitude e espírito colectivo de todos os jogadores que fazem parte do plantel. Aquela equipa que deixava a cabeça dos adeptos em água deixou de existir a partir do mercado de inverno e, neste momento, espera-se que grande parte dos elementos que fazem parte dos quadros do Desportivo de Chaves se mantenham, tal foi a réplica mostrada neste final de temporada.

 

Temos aqui muito jogador de qualidade e que, acima de tudo, honra o símbolo que têm ao peito e as cores que vestem e, com uns retoques aqui e ali, porque não acreditar que possam ser estes jogadores a dar-nos as alegrias que há muito procuramos? O Chaves não tem um plantel, tem uma equipa disposta a passar todos os obstáculos.

 

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