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O novo homem do leme flaviense chega proveniente do Marítimo e vai ter à disposição uma boa estrutura e, com certeza, um bom plantel para tentar colocar o Chaves numa posição ainda melhor que a da última época.

 

Foram precisas duas semanas e meia para descobrir o substituto de Luís Castro no Desportivo, com a direção a decidir-se pelo regresso de Daniel Ramos a Chaves 14 anos depois da primeira passagem menos gloriosa, mas a experiência que ganhou desde então e o seu currículo mostram qualidades que podem levar as saudades de Castro a desaparecerem rapidamente.

 

Saber defender como tónico para as vitórias

 

Se nós habituámos na última temporada a ser uma equipa que procura ter bola e que consegue resultados volumosos diversas vezes, este ano não teremos a mesma sorte certamente. As equipas de Daniel Ramos, principalmente se pensarmos no Marítimo, não são propriamente reconhecidas pelos seus ataques brutais e goleadores mas, por outro lado, se há receita para o sucesso conseguido pelo novo técnico, é sem dúvida o trabalho defensivo e a competência em não sofrer golos.

 

A jogar maioritariamente num 4-4-2, com Joel e Rodrigo Pinho na frente, o estilo de jogo de Ramos é bastante semelhante ao de Jorge Simão, que tantos elogios recebeu pela massa adepta, inclusive comparando com o jogo de Luís Castro. No meio-campo, Gamboa era um trinco que suportava as investidas adversárias e apoiava a defesa, enquanto Jean Cléber era o cérebro da equipa, quase como fazendo a função de um Battaglia. Nas alas, Edgar Costa e Ricardo Valente serviam os avançados, com Costa a fazer a ala toda e Valente a cortar para dentro, quase como um Fábio Martins.

 

No entanto, na primeira temporada na Madeira, os insulares jogavam mais próximos de um 4-2-3-1 com Erdem Sen a trinco, Fransérgio a construir jogo e Alex Soares a jogar atrás do ponta-de-lança como médio-ofensivo. Apesar de perdermos o tiki-taka de Luís Castro, conseguimos recuperar a estabilidade defensiva e a evitar derrotas pesadas como as que vimos esta época, além do estilo de jogo menos complexo de Daniel Ramos poder ser o catalisador para certos jogadores voltarem ao melhor nível, como Perdigão ou o tão criticado Jefferson que poderá redescobrir-se no novo futebol do Chaves.

 

Um perito a fazer omeletes sem ovos

 

Ao longo de uma carreira onde passou por todos os escalões nacionais portugueses, Daniel Ramos teve de trabalhar com todo o tipo de condições e objetivos, mas foi-se tornando num especialista em fazer muito com pouco, sabendo tirar o máximo dos seus elementos e conseguindo resultados extremamente satisfatórios nos mais diferentes contextos.

 

Em clubes menores, como os Dragões Sandinenses, Trofense e Famalicão, conseguiu grandes resultados que culminaram ou com uma subida, ou com um lugar no pódio da Segunda Liga e Segunda B. O clube em que conseguiu mais sucesso foi mesmo o Famalicão, onde protagonizou duas épocas e meia de grande sucesso, logo a começar por entrar durante a fase de manutenção e assegurar a continuidade no CNS dos famalicenses, com seis vitórias e quatro empates nos 12 jogos que orientou. Na temporada seguinte, ainda mais sucesso conseguiu com uma subida incrível à II Liga após 33 jogos disputados, onde saiu vitorioso em 24 partidas. No último ano de Famalicão deixou a equipa num fantástico sexto lugar a apenas seis pontos do Feirense, última equipa a subir à Primeira Liga.

 

O sucesso conseguido em clubes mais pequenos valeu-lhe o passaporte para o Marítimo e os resultados nos verde-rubros foram bastante satisfatórios tendo em conta a matéria-prima que lhe foi fornecida e se no primeiro ano conseguiu uma qualificação europeia com uma equipa onde brilhavam jogadores como Raúl Silva, Fransérgio ou Dyego Souza, então nesta temporada que agora terminou é quase um milagre ter ficado em sétimo lugar a apenas quatro pontos da Europa.

 

Estas caminhadas vitoriosas comprovam o talento e a capacidade de trabalho do novo técnico do Chaves que, independentemente do orçamento ou do plantel, consegue levar as suas equipas a bom porto. Agora veremos o que consegue com um bom plantel e uma boa estrutura, coisas que encontrará certamente no Desportivo.

 

Uma escalada a pulso pelo futebol português

 

Depois de uma carreira enquanto jogador pelos escalões secundários, Daniel Ramos estreou-se como treinador pelo Vilanovense aos 31 anos em 2001/02, na II Divisão. Seguiram-se os Dragões Sandinenses, onde completou duas temporadas de bom nível. Em 2004/05 chega pela primeira vez a Trás-os-Montes para orientar o Desp. Chaves, numa temporada atribulada no conjunto azul-grená, onde conseguiu uma vitória em apenas sete jogos no Chaves.

 

Seguiram-se duas épocas no Trofense, onde conseguiu a subida à II Liga, e em 2007/08 chegou ao Moreirense, onde apenas fez quatro jogos com dois triunfos. Depois de Gondomar, Vizela e um regresso ao Trofense, chega à Madeira para levar o União à II Liga, o que lhe deu um convite para orientar uma Naval recém-descida da Primeira Liga, que acabou em 4° lugar no segundo escalão.

 

Em 2012/13, regressou à II Divisão e ficou à beira de subir novamente à II Liga, falhando o acesso após uma derrota contra o… GD Chaves. Em 2013/14 iniciou uma estadia de três temporadas no Famalicão onde conquistou uma subida à II Liga é uma manutenção, numa época em que esteve a lutar pela subida durante muito tempo.

 

Em 2016/17, conseguiu sete vitórias em oito jogos no Santa Clara, que lhe valeu o salto para a Primeira Liga, para treinar o Marítimo. Depois de uma qualificação europeia e um sétimo lugar, numa altura em que tinha um plantel bastante abaixo do esperado dos insulares, regressa então a Chaves para ser o timoneiro do Desportivo, onde vai procurar fazer história nos Valentes Transmontanos.

 

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