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Aproveitamos a pausa internacional para mandar já para cima da mesa uns quantos nomes que estão disponíveis para chegar ao Desportivo na próxima época.

 

Na temporada 2018/19 vai ser preciso fazer várias alterações, mas não é preciso um plantel novo, pela primeira vez desde há muitos anos. Se o objetivo for crescer de ano para ano e já preparar um ataque à Europa na próxima temporada, estes são alguns jogadores que podem ser muito úteis para Luís Castro.

 

Nomes menos conhecidos, mas com muita qualidade

 

GR: Mika (U. Leiria)

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A posição menos falada para se reforçar do plantel é, sem dúvida, a baliza. Sim, temos Ricardo e António Filipe prontos para qualquer situação, mas a verdade é que é preciso rejuvenescer esta área o quanto antes porque o Ricardo não dura para sempre e o Toni tem avarias mentais demasiado agressivas para ser aposta a época toda. Posto isto, ir buscar o Mika, perdido no Campeonato de Portugal após uma experiência sem êxito em Inglaterra, seria uma aposta de qualidade, com a oportunidade de aproveitar o melhor guarda-redes do Mundial Sub-20 de 2011.

 

Aos 27 anos, o luso-suíço já jogou 69 partidas no principal patamar do futebol nacional (5 ao serviço do U. Leiria, 64 com a camisola do Boavista) e tem a qualidade para jogar em grande parte dos clubes da Liga NOS. No Chaves, encontraria Carlos Pires, um dos melhores treinadores de guarda-redes do país, que pode fazer de Mika um dos guardiões mais sólidos do futebol português.

 

Falta saber da disponibilidade do guardião de 26 anos, que pode estar disposto a manter-se na Cidade do Liz para levar o clube da sua terra de volta à Primeira Liga.

 

LD: Edu Machado (Boavista)

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A lateral direita flaviense tem já um nome de grande qualidade, Paulinho, mas tem uma falha grave: não há suplente digno para dar competitividade ao lateral ex-Braga, que pode não poucas vezes ficar mais "relaxado" e não ter a necessidade de estar no seu topo de forma porque, simplesmente, Pedro Queirós nunca na vida lhe vai roubar o lugar.

 

Posto isto, era uma boa altura para ir buscar uma alternativa viável e que possa dar a competitividade suficiente à lateral direita que faça quem quer que assuma a posição fazer por estar no seu topo de forma e o flaviense Edu Machado, o herói do Jamor, termina contrato com o Boavista esta época e pode ser um regresso bastante positivo para o Desportivo. No entanto, falta saber se houve alguma mágoa na saída do jogador formado nas escolas do Chaves do clube após a subida de 2016 mas, se tudo for águas passadas, há que agarrar um jogador local que tem mostrado ter nível interessante para a Primeira Liga ao serviço dos axadrezados. 

 

Só falta saber uma coisa: Edu lesionou-se no início desta época no joelho e falta avaliar como estará o jogador fisicamente, mas estar a competir com Paulinho na ala direita azul-grená pode ser o melhor para todas as partes.

 

LE: João Reis (Santa Clara)

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Mais um regresso a Trás-os-Montes, mas desta feita numa posição diferente áquela em que João Reis brilhou com a camisola do Desportivo. Um dos resignados a não subir à Primeira Liga com o Chaves em 2016, o extremo algarvio está há duas temporadas nos Açores e, este ano, o ex-capitão e treinador do GD Chaves Carlos Pinto fez dele um lateral esquerdo de grande qualidade, contabilizando já 6 assistências e 3 golos ao serviço do Santa Clara.

 

Com uma qualidade técnica acima da média, talento mais que suficiente para proliferar na Liga NOS e sendo já um dos jogadores mais acarinhados a não acompanhar a turma azul-grená à Primeira, João Reis poderá ter uma segunda estadia de Chaves ao peito na próxima temporada, já que Luís Castro bem precisa de uma alternativa viável para a ala esquerda da defesa e, com o contrato a terminar no final da época, Reis pode muito bem ser o homem ideal para essa posição.

 

Ainda com apenas 25 anos, João Reis está no ponto de maturidade perfeito para dar o salto e pode vir a ser uma peça fulcral na defesa flaviense, sendo inclusivé uma peça a usar a extremo esquerdo, a sua posição de origem, caso haja falta de elementos para essa zona.

 

DC: Rui Correia (Paços de Ferreira)

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Uma paixão antiga aqui do je, o central ex-Nacional poderia entrar finalmente nos quadros do Desportivo de Chaves, terra onde nasceu, não fosse Rui Correia filho de um dos grandes centrais da história do Chaves, o grande Manuel Correia.

 

Progenitores à parte, este central garantiu um estatuto de jogador de Primeira Liga por mérito próprio, sendo pedra importante nos alvinegros e o mais injustiçado pela descida do Nacional, já que tinha de segurar o barco defensivo praticamente sozinho (ninguém merece ter colegas como César ou Tobias Figueiredo). Além das qualidades defensivas, Correia também se destacou como um bom cabeceador, somando vários golos na Primeira Liga sendo, justamente os golos de cabeça, uma área que o Chaves bem podia melhorar.

 

O defesa atualmente no Paços de Ferreira não tem sido o indiscutível que foi ao serviço dos madeirenses e, com os castores em dificuldades desportivas e numa luta aberta pela manutenção, Rui Correia poderia estar bem disposto a mudar de ares e seguir para Trás-os-Montes. No entanto, o contrato até 2020 pode causar dificuldades nas negociações.

 

DC: Diogo Coelho (Nacional)

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Um velho conhecido dos adeptos do Desportivo, não deixou assim tantas saudades quanto isso após fazer parte do plantel que subiu à Primeira Liga em 2015/16 (aquele penálti no jogo decisivo contra o Portimonense foi só ridículo) mas o jovem central tem despontado e ganho imensa maturidade na II Liga após passagens por Académica e Nacional da Madeira. Com uma boa habilidade a sair com bola, uma característica que Luís Castro adora, e com melhorias claras ao nível defensivo e com uma alta rodagem na antiga Liga de Honra, ainda para mais em clubes que lutam pela subida.

 

Com apenas 24 anos, está na altura de Coelho dar o salto para o principal patamar do futebol português e, caso os madeirenses não consigam a subida, dificilmente o defesa dirá que não a uma equipa como o Chaves.

 

MDef: Ricardo Dias (Académica)

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Para quem acompanha a II Liga, mais precisamente a campanha da Académica, treinada pelo antigo treinador do Desportivo Ricardo Soares, saberá que o trinco da Briosa Ricardo Dias é um caso claro que um jogador que está a mais numa divisão inferior. Em fim de contrato com o Belenenses, clube que tem o hábito estranho de "despachar" o médio para outros clubes por empréstimo quando se trata claramente de um jogador com qualidade, Dias pode ser a peça em falta no plantel flaviense para fazer a junção entre defesa e meio-campo da melhor maneira possível.

Neste momento, Jefferson não parece ter as características para ser o médio defensivo do estilo de jogo de Luís Castro e Filipe Melo não parece estar ao nível físico para ajudar a defesa do Desportivo. Posto isto, reforçar esta posição será vital na preparação da nova temporada e não há nada como um médio com experiência de Primeira Liga, português e a custo zero.

 

MC: João Mendes (Oliveirense)

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Um repetente nestas listas feitas pela Comunidade Azul-Grená, João Mendes continua a despontar no aflito UD Oliveirense. O médio, formado no Leixões, é um dos ativos mais observados da II Liga por clubes da Primeira Divisão, com o Sp. Braga, por exemplo, a já ter sondado o jogador. 

 

Dotado de boa técnica, passe e um estilo mais ofensivo, bem do género de um Bressan, João Mendes pode muito bem ser a próxima coqueluche da Liga NOS vinda das divisões inferiores tal como João Amaral (Vit. Setúbal), Nuno Tomás (Belenenses) ou até o nosso Stephen Eustáquio, que andava no Torreense na última temporada. Esta época, Mendes tem 26 jogos ao serviço do clube de Oliveira de Azeméis, sem ter ainda marcado golos.

 

Com Galvão a, provavelmente, ser despachado no verão e com a possibilidade em aberto de Bressan ter mercado lá fora (falou-se no interesse de um clube japonês na primeira volta), há que reforçar o meio-campo com qualidade e juventude, características personificadas em João Mendes.

 

ED: Xande Silva (Vit. Guimarães B)

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Ainda não sabemos o que levou Xande Silva a ser tão mal amado na Cidade de Berço esta época, principalmente depois de ter renovado no verão e ter ficado com a terceira maior cláusula de rescisão dos vimaranenses.

 

A verdade é que Xande é um extremo com enorme potencial, que já provou o seu valor com a camisola do Vitória SC e que lhe valeu a convocatória para a seleção Sub-20 e sub-21. Rápido, com boa técnica e potencial para ser um bom desiquilibrador, pode ter na mudança para o Municipal o catalisador para explodir no futebol português como tantos outros jogadores conseguiram no passado com as Chaves ao peito.

 

Em janeiro, chegou a ser oferecido ao Paços no negócio para a contratação de Welthon, mas os pacenses preferiram dinheiro. Com tanta vontade em despachar o extremo, o Desportivo pode aproveitar para conseguir um belo jogador a preço de saldo.

 

EE: Farley Rosa (Panetolikos)

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Pensámos em dar destaque a Joan Román, extremo catalão formado no Barcelona que teve uma passagem com pouco sucesso pelo Sp. Braga, e tentar dar ênfase ao regresso de jogadores espanhóis ao Desportivo, mas no final preferimos dar destaque a Farley, um extremo com mais talento que o atacante espanhol.

 

Com uma formação de excelência no Cruzeiro e, mais tarde, no Sporting, Farley Rosa chegou a ser um dos nomes mais badalados da academia sportinguista mas acabou por sair de Alcochete logo após a sua saída dos juniores leoninos, acabando por rumar à Ucrânia. Ao serviço de Sevastopol, o brasileiro jogou frente a equipas como Shakthar, Dnipro e Dínamo Kiev, mas a escalada do conflito na Crimeia fez com que Farley se mudasse para o Chipre, onde teve sucesso ao serviço de Apollon e AEK Larnaca. Na época passada chegou à I Divisão grega para jogar no Panetolikos e conseguiu conquistar o seu lugar na equipa helénica.

 

Um extremo com uma qualidade técnica invejável, tem o "samba" nos pés e trata a bola por tu, além de ter um remate de longa distância de alta categoria, que permitem o brasileiro conseguir golos fantástico como os marcados ao Platanias Chania esta época e a fazer lembrar os toques de génio de Fábio Martins. Para já contabiliza 24 jogos de azul e amarelo, com seis golos da sua autoria.

 

PL: Paul Ayongo (Amarante)

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O grande nome do Campeonato de Portugal esta época, o jovem ganês Ayongo já marcou uns fantásticos 22 golos ao serviço do Amarante esta temporada e tem chamado a atenção de vários clubes da Primeira Liga. Polivalente, com qualidade para jogar quer a ponta-de-lança, quer a extremo-direito, é um jogador muito forte fisicamente e com capacidade de quebras qualquer guarda-redes no terceiro escalão do futebol português.

 

Ayongo teve direito a algum tempo de antena durante o mercado de janeiro, altura em que esteve quase certa a sua ida para o Desp. Aves, mas o negócio acabou por cair. Na altura, o ganês fez um póquer frente ao Camacha e, desde então, por mais quatro vezes, inclusivé um hat-trick contra o Canelas.

 

Numa altura em que o Desportivo apenas tem William e Platiny como homens-golo (vamos supor que Wilmar Jordán, que mal joga no Famalicão, não vai dar em nada), acrescentar a juventude e potencial de Ayongo pode vir a ser uma aposta e que muito nos pode dar no futuro, desportiva e financeiramente.

 

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